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Rota pelo Património

Rota pelo Património

Religioso e Cultural

É natural que os habitantes de Cambeses sintam orgulho na sua freguesia e no seu património cultural material e imaterial. É o património que liga gerações e tempos e cruza influências diversas.

O património é dinâmico, e não estático como podemos pensar à partida, pois carrega em si vivências passadas que se exprimem através da arte nela contida e cabe, a cada um de nós, saber interpretar o conteúdo histórico que ela acarreta.

Convidamos a quem nos visita a envolverem-se com o nosso património através deste trilho desenhado especialmente para esse efeito!

Património é tudo aquilo que pertence a uma região. É a herança do passado.
Transmite-nos a identidade e cultura de um povo e, por si só, espelha a história, a beleza e a arte de um povo ou de uma região.

Santuário de Nossa Senhora dos Milagres

1. Praça dos Milagres

O trilho inicia-se na Praça dos Milagres, em Cambeses. O Santuário de Nossa Senhora dos Milagres, capela maneirista no antigo lugar da Ermida, foi mandado construir nos finais do século XVI em cumprimento de uma promessa, por Francisco Pereira de Castro, senhor da Quinta do Sopegal e acabado de construir em 1602.

Para além do Cruzeiro, do Santuário e do Coreto, podemos apreciar a mais recente peça única de arte decorativa que embeleza a praça: o novo mural.

“Este é um mural com identidade, que nos representa e que transmite a quem nos visita uma energia especial, a música, a nossa religiosidade, as lendas e mitos, o nosso vinho, as coletividades, e as nossas paisagens estão aqui representadas” (cit. Catarina Lourenço, Presidente da Junta de Freguesia de Cambeses)

2. Cova da Moura

Uma das atrações deste percurso é a Cova da Moura, uma fresta no granito, alvo de lendas e curiosidades.

A “Cova da Moura”, segundo os antepassados, era um túnel existente debaixo de um penedo que fazia ligação aos castelos de Longos Vales e Lapela, alegadamente construído pelos mouros e onde estes se abrigavam.

Outra das curiosidades é também um Petróglifo (arte rupestre), a que muitos chamam serpente, numa laje no topo do monte chamado Castelo. “Quase” como uma ilustração à lenda da Cova da Moura é considerado Património Arqueológico não classificado de relevância turística.

Conheça as Lendas

3. Encosta do Castelo

Uma das quintas produtoras de vinho da casta Alvarinho pode ser encontrada na Encosta do Castelo.

E foi no “nada” onde se instalaram, numa pedreira de nome Castelo que o avô “Trinta Raios”, de nome Alfredo Amorim (conhecido localmente por “Bica”), pelo seu dinamismo e carácter, deixou como legado às gerações futuras uma quinta com vinhas da casta Alvarinho.

Também a poderá visitar na Rota dos Vinhos!

4. Quinta de Requesende

Outra visita que convém incluir na Rota pelo Património é, indubitavelmente, a Quinta de Requesende para provar o vinho Alvarinho.

Quinta de estrutura familiar que se dedica à produção de vinho da casta Alvarinho considerada, por muitos, a melhor casta branca enxertada nas vinhas portuguesas. A sua raridade, a baixa produção e, principalmente, o facto de dar origem a vinhos únicos em termos de aroma e sabor, leva a que as uvas Alvarinho sejam as mais valiosas e bem pagas de todo o País.

Enoturismo - Quinta de Requesende
Arquitetura Civil - Vinhas da Quinta do Sopegal em Cambeses

5. Quinta do Sopegal

Na nossa Rota pelo Património merece também uma visita a Casa da Quinta do Sopegal. Datada de inícios do século XVIII pertenceu ao morgado Mateus Pereira de Castro.

“Em 1720, o morgado Mateus Pereira de Castro, mandou construir umas novas casas, de um e outro lado da torre, para sua habitação. A fachada e entrada principal da Quinta estão voltadas a Norte, na direção dos montes do Castelo, e deve datar da época da construção das novas casas, ou seja, inícios do século XVIII. Atualmente, a Casa da Quinta do Sopegal está ao abandono. A Casa teria uma torre cuja fachada principal, voltada a Nascente, tinha um brasão do século XVII com paquife e timbre Pereira.” (Nota: Informações baseadas no livro de Ernesto Português, sobre Cambeses).

6. Quinta do Carregal

A casa seiscentista da Quinta do Carregal é uma casa simples e sem carácter arquitetónico. A ostentação de riqueza e projeção social da época, não se manifesta na casa mas na fachada do portão da Quinta.

A estrutura arquitetónica do portão é nitidamente do estílo renascença italiana. No dintel granitico do portão de entrada pode ler-se, com muita clareza, a seguinte inscrição: Calisto de Barros Pereira Cavaleiro da Ordem de Christo M. F. A. D. 1740 (ou seja, “mandou fazer” no ano de 1740).

Aprecie, igualmente, a envolvente da Quinta com a Capela de S. Vicente Ferrer e o cruzeiro do Carregal.

Locais a Visitar Capela de S. Vicente Ferrer – Carregal

7. Quinta da Cortinha Velha

A Quinta da Cortinha Velha, como toda a herança de Cambeses, é o expoente máximo do orgulho da região. É um projeto de homenagem a Manuel Covas e Maria dos Prazeres, que transmitiram aos filhos o valor da terra e das suas raízes.

Com uma presença consolidada em Portugal, a produção de vinho Alvarinho já ultrapassou fronteiras tendo vindo a consolidar-se em alguns países como França, Alemanha e Suíça. De ressalvar que em termos de inovação, a Cortinha Velha destacou-se em 2020, quando lançou o 1º vinagre de Vinho Alvarinho do Mundo.

8. Igreja do Divino Salvador e sua Envolvente

A Igreja Paroquial é muito antiga e sofreu ao longo dos tempos modificações, restauros e acrescentos sabendo-se, contudo, que já era referida nas inquirições de 1258 e que em 1901 terá sido construída a torre altaneia.

É nesta Igreja que, todos os anos a 6 de agosto, se celebra a romaria do Santo Padroeiro de Cambeses, S. Salvador.

Em 2020 foram concluídos os trabalhos de requalificação do novo Adro da Igreja

Igreja Paroquial de Cambeses
Alminhas do Senhor da Boa Morte Cambeses

9. Alminhas

Na freguesia de Cambeses podemos encontrar 3 alminhas de diferentes estilos e épocas.

No que diz respeito às Alminhas é de realçar que Portugal é o único país que, na sequência do Concílio de Trento (1545-1563), criou estes monumentos que são marcas profundas da religiosidade popular.

No cristianismo primitivo só havia Céu e Inferno, a ideia de Purgatório só surgiu na Idade Média, na sequência desse mesmo Concílio.

As alminhas estão localizadas habitualmente à beira de caminhos rurais e em encruzilhadas e são representações populares das almas do Purgatório que suplicam rezas e esmolas e que frequentemente surgem em microcapelinhas, padrões, nichos independentes ou incrustados em muros ou nos cantos de igrejas, painéis de azulejo ou noutras estruturas independentes.

10. Quinta da Teimosa

A Quinta da Teimosa é uma pequena quinta de carácter tradicional que está na família há mais de 100 anos.

Dedica-se fundamentalmente à produção de vinho Alvarinho, naquela que é a área considerada como o berço desta casta, no concelho de Monção, no extremo norte de Portugal. Abre agora as suas portas ao agroturismo, oferecendo também iguarias tradicionais fabricados a partir de produtos cultivados na quinta.

VInhas de Alvarinho Enoturismo de Cambeses

11. Relógio de Sol da Rua das Figueiras

As propriedades das Casas da Quinta de Santo António são referenciadas já nos Tombos do século XVI. A casa da quinta ficaria a nascente da ermida de Santo António, onde existia uma porta que dava para o caminho e onde se pode ler na entrada principal “Anno D 1806”.

No topo nascente, mesmo em frente à igreja, fica outra casa de construção mais recente que ostenta um Relógio de Sol.

12. Praça dos Milagres

No final do dia e já de regresso à Praça dos Milagres prove a excelente doçaria de Cambeses: roscas, rosquilhos e papudos.

Visite a Festa da Rosca e do Papudo que se realiza no 3º fim de semana de julho e prove a 7ª Maravilha de Portugal (eleita em 2019)

Gastronomia Roscas e os Papudos

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